As ilusões fazem parte da experiência humana. Ao entrarem em contato com elas, vocês passam a enxergar a vida através de filtros que distorcem a realidade e os conduzem a estados de inconsciência. Essa inconsciência os afasta da matéria primordial da verdade interior, da própria essência e da conexão com a Fonte.

As ilusões criam, portanto, uma espécie de separação entre aquilo que é verdadeiro, aquilo que é essencial e aquilo que é construído ilusoriamente, dentro do que vocês chamam de Matrix.

Quando vocês começam a perceber que essas ilusões criam filtros sobre a realidade, surge uma questão: como remover esses filtros? Como levantar os véus que impedem a percepção da verdade?

A remoção dos filtros da ilusão acontece de diferentes formas. Uma delas ocorre através dos processos energéticos, nos quais determinadas frequências são trabalhadas para trazer ao campo as consciências e informações necessárias, permitindo a ativação de circuitos energéticos que favorecem novas percepções. Ao mesmo tempo, existe a tomada de consciência através da reflexão e da observação, que também constitui um caminho para a remoção das ilusões.

Quando vocês começam a observar a vida a partir da perspectiva do observador, deixam de classificar tudo como bom ou mau, certo ou errado, grande ou pequeno. Passam simplesmente a observar aquilo que se apresenta. E, quando conseguem observar sem os julgamentos do ego, começam a remover os filtros da ilusão, pois entram em contato com a essência daquela situação, daquela pessoa ou daquela experiência.

A essência nada mais é do que a energia pura daquele processo. Entretanto, quando vocês se aproximam de uma situação carregados de julgamentos, opiniões e crenças, não conseguem acessar essa essência. Uma barreira é criada. É como se uma energia emitida por vocês fosse projetada sobre aquilo que está sendo observado, impedindo que a verdadeira natureza da experiência seja percebida.

O ser humano possui a capacidade de criar esses filtros. As ilusões não são necessariamente criadas externamente. Elas são construídas internamente, através da própria mente humana. Os filtros pelos quais cada ser enxerga o mundo são formados por suas experiências, crenças, condicionamentos culturais e vivências, tanto da encarnação atual quanto de encarnações anteriores. Por isso, quando um ser humano olha para determinada situação e afirma que ela significa uma coisa, enquanto outro observa a mesma situação e afirma algo diferente, nenhum deles está necessariamente certo ou errado. Cada um está enxergando através dos próprios filtros. E, ao enxergarem através desses filtros, surgem distorções.

A mente humana ainda opera através de mecanismos que criam separatividade, julgamentos e processos de ilusão. Todo julgamento fundamentado em classificações absolutas de certo e errado faz parte dessa experiência ilusória.

Não existe algo que seja cem por cento certo ou cem por cento errado dentro da experiência encarnatória de vocês. Tudo precisa ser compreendido a partir daquilo que cada ser se propôs a experienciar e aprender. Porém, quando vocês se permitem observar uma situação, uma pessoa ou uma experiência sem esses filtros e julgamentos, conseguem acessar de maneira muito mais genuína e profunda a energia que ali se manifesta.

Enquanto existir o julgamento, a essência energética da questão permanecerá encoberta pelos filtros da ilusão.

Remover os filtros da ilusão significa deixar de observar a vida a partir da perspectiva do “eu acho” e começar a observá-la a partir da pergunta: “O que isso quer me transmitir?”

Quando vocês se aproximam de uma experiência com uma opinião já formada, um pensamento estabelecido ou uma crença sobre aquilo que irão encontrar, já chegam com um filtro sobreposto à realidade. É semelhante a uma fotografia sobre a qual se aplica um filtro. A imagem continua existindo, mas aquilo que vocês enxergam já não corresponde integralmente à sua expressão original.

Mas, quando se aproximam de uma situação, de uma pessoa ou de qualquer experiência com a abertura para perguntar “O que isso tem a me dizer? O que isso deseja me transmitir?”, os filtros começam a cair. É dessa maneira que vocês são convidados a se relacionar com os acontecimentos de suas vidas. Não a partir da afirmação “Eu acho que essa situação significa isso”, mas a partir da abertura genuína para receber aquilo que a própria experiência tem a transmitir.

Esse é um processo de receptividade que precisa ser desenvolvido para que os filtros, os véus e as ilusões sejam removidos. Quando vocês assumem uma postura de emissão, projetando continuamente opiniões, julgamentos e interpretações sobre aquilo que encontram, os filtros são fortalecidos. Quando se colocam em uma postura de receptividade, esses filtros começam a se dissolver. Os véus se tornam mais transparentes e vocês conseguem enxergar aquilo que existe por detrás de cada situação, de cada experiência e de cada pessoa.

É justamente por isso que duas pessoas conseguem observar a mesma realidade e perceber coisas completamente diferentes. Ambas podem estar emitindo suas próprias interpretações, entrando naquela relação como emissoras de julgamentos, e não como receptoras da informação.

Se todos se predispusessem verdadeiramente a receber a informação que o outro tem a transmitir, muitos dos conflitos que vocês experienciam deixariam de existir. Não haveria a mesma necessidade de defender opiniões, sustentar separações ou transformar diferenças de percepção em confrontos. Haveria uma abertura muito maior para a verdade que se manifesta através de cada encontro. Porque toda informação transmitida por outra pessoa, por uma situação ou por uma experiência possui um papel de contribuição. E é nesse ponto que vocês podem compreender por que tanto falamos sobre abrir o coração.

Abrir o coração significa abrir-se para o estado de recepção.

Não é apenas através da mente que vocês recebem a essência de uma informação. Esse processo acontece também através do centro cardíaco, que permite acolher aquilo que se apresenta sem a necessidade imediata de interpretar, classificar ou julgar. Quando vocês abrem o peito, simbolicamente falando, para receber, passam a se relacionar com o outro e com a vida de peito aberto. Vocês recebem aquilo que o outro tem a oferecer naquele momento. Não julgam se é certo ou errado, bonito ou feio, adequado ou inadequado. Não se ocupam imediatamente em determinar se aquela pessoa está equivocada ou se aquilo corresponde às suas próprias crenças. Vocês simplesmente recebem e acolhem a informação. E, ao acolhê-la, permitem que ela seja integrada ao seu campo, trazendo aquilo que precisa trazer em forma de experiência, sabedoria, conhecimento e consciência.

Porque toda relação, toda troca e toda experiência carregam uma verdade a ser reconhecida.

Compreendam, portanto, que é através desse movimento de receptividade que os véus começam a ser removidos. Quando vocês deixam de projetar sobre a vida aquilo que acreditam saber e passam a receber aquilo que a vida deseja lhes revelar, abrem espaço para uma percepção mais profunda da realidade. E isso inclui não apenas aquilo que o outro transmite conscientemente, mas também aquilo que é comunicado de maneira inconsciente, através da própria energia de cada ser e de cada experiência.

Desvelar é, portanto, aprender a receber antes de julgar, observar antes de interpretar e acolher antes de concluir.

É permitir que a verdade se revele para além dos filtros da mente, através da sensibilidade do coração e da consciência da Alma.

Com amor,
Consciências Estelares


Canalizado em 09/10/2026 por Rosana Kalil

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